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Parlamento é palco de debate quinzenal marcado pela guerra no Médio Oriente

Parlamento é palco de debate quinzenal marcado pela guerra no Médio Oriente

A guerra no Médio Oriente vai estar em debate esta quinta-feira no Parlamento, em mais um debate quinzenal. Um debate que será aberto pelos socialistas e deverá ficar marcado pelo conflito com o Irão e as condições de utilização pelos EUA da Base das Lajes.

RTP /
Foto: Pedro A. Pina - RTP

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, será o primeiro a questionar Luís Montenegro no Parlamento. Na segunda-feira, defendeu que o primeiro-ministro deve informar o país sobre os termos em que foi autorizada a utilização, pelos Estados Unidos da América, da base das Lajes, nos Açores, para o ataque ao Irão.

À esquerda, todos os partidos levantaram dúvidas sobre as condições de utilização pelos Estados Unidos da Base das Lajes e o PS requereu a audição parlamentar do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.
Inês Ameixa - Antena 1

Uma audição ao MNE português que no início desta semana, em entrevista à CNN, Paulo Rangel esclareceu que Portugal concedeu aos Estados Unidos uma “autorização condicional” para utilização da Base das Lajes, mas apenas após Washington ter informado Lisboa de que tinha realizado uma intervenção militar no Médio Oriente.

De acordo com o ministro, a autorização para eventual uso das Lajes na intervenção em curso está sujeita a três requisitos: só pode ser utilizada em resposta a um ataque, num quadro de defesa ou retaliação; a ação tem de ser necessária e proporcional; e só pode visar alvos de natureza militar.

No sábado, Israel e Estados Unidos lançaram um ataque militar contra o Irão, que justificaram como forma de "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

Numa primeira reação ao ataque, ainda no sábado, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, apelou à “máxima contenção” para evitar uma escalada no Irão, e condenou os “injustificáveis ataques” iranianos a países vizinhos.
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